Israel: céus abertos na Terra Santa

ISRAEL: CÉUS ABERTOS NA TERRA SANTA

Tenho tentado manter uma tradição de viagem com meu filho Henrique, passando o Natal em um país e o Ano Novo em outro. Fazemos os planos com cerca de um ano de antecedência. Começamos a estudar o local, verificamos se é favorável naquela época do ano e outros detalhes. Já estivemos em vários lugares, mas nunca cogitei a possibilidade de ir a Israel, pois não tinha este desejo no coração e pensava que nunca poria meus pés na Terra Santa. Entretanto, fui convencido pelo Henrique de que nossa viagem de 2015/2016 deveria incluir Israel no roteiro.

Passamos pela Turquia, alguns dias em Istambul, alguns outros na Capadócia, e finalmente embarcamos para Tel-Aviv. Quando pisei meus pés no aeroporto da capital financeira de Israel imediatamente pude sentir algo que até então só havia experimentado quando saí do Japão e entrei na Coréia do Norte: uma sensação de céus abertos, de estar mais próximo de Deus. Esta sensação não foi experimentada só por mim; Henrique também comentou comigo que sentia o mesmo.

Cremos que as palavras de Deus são fortes e permanecem para sempre. Nem o tempo ou as circunstâncias podem mudá-las e as promessas dEle para Israel continuam valendo. Quando o Rei Salomão, filho de Davi, iniciou a construção do templo, o Senhor fez uma aliança com ele “A palavra do Senhor foi então dirigida a Salomão nestes termos: Esta casa que tu edificas... se obedeceres às minhas leis, praticares os meus mandamentos e observares todos os meus preceitos, seguindo-os cuidadosamente, eu cumprirei em ti as promessas que fiz ao teu pai Davi: permanecerei no meio dos israelitas e não abandonarei Israel, meu povo” (I Reis 6:11-13).

Boa parte do primeiro livro de Reis é dedicado a dar detalhes sobre a construção, consagração e inauguração do templo construído por Salomão em Israel. Estive no muro das lamentações, considerado pelos judeus um dos lugares mais sagrados da Terra Santa. O muro é a única parte do que restou do templo. Lugar impressionante! Salomão, ao edificar o templo, não desejava apenas que o povo de Israel fosse abençoado naquele lugar. Veja o que ele fala ao Senhor em I Reis 8:41-43: “Quanto ao estrangeiro, que não pertence ao vosso povo de Israel, quando vier de uma terra longínqua por causa de vosso nome, - porque se ouvirá falar da grandeza de vosso nome, da força de vossa mão e do poder de vosso braço, - quando vier orar neste templo, ouvi-o do alto dos céus, do alto de vossa morada, ouvi-o e fazei tudo o que esse estrangeiro vos pedir. Então todos os povos da terra conhecerão o vosso nome, vos temerão como o vosso povo de Israel, e saberão que o vosso nome é invocado sobre esta casa que edifiquei”. Contemplei, orei e chorei no muro das lamentações.

Durante o tempo em que permaneci em frente ao muro observei muitas pessoas, mas me chamaram a atenção dois soldados bem jovens, trajados com o uniforme do exército israelense. Fiquei pensando, o que eles estariam pedindo? Paz sobre Israel? Proteção? Rever a família? Por alguém enfermo, algum colega ferido?

É uma tradição escrever os pedidos de oração em papeizinhos, dobrá-los e inseri-los nas fendas do muro. A maioria das pessoas cumpre este ritual. Particularmente não fiz isto. Estes papéis têm que ser retirados com alguma frequência, pois o número de visitantes é muito grande. Me chamou a atenção um fato interessante: os papéis não são queimados ou descartados de qualquer maneira; são colocados em recipientes próprios e enterrados, como se fosse um sepultamento.

A via dolorosa, caminho pelo qual Jesus passou levando sobre seus ombros a cruz, é bastante íngreme e difícil de percorrer. Com meus cinquenta e três anos, ao caminhar por ali, tive que parar por duas vezes para tomar fôlego. Está certo que sou vinte anos mais velho do que Jesus era na época em que passou por lá, mas por outro lado não havia sobre meus ombros nada pesado, nem tampouco os pecados da humanidade inteira ou uma multidão enfurecida gritando insultos.

Vivi outra experiência particularmente especial nesta viagem. Às margens do Rio
Jordão, Henrique me surpreendeu ao me pedir para batizá-lo naquelas águas. Era um dia muito frio, característico desta época do ano naquela região. Entretanto não poderia deixar de atender seu pedido. Henrique já havia sido batizado por imersão há alguns anos, então usei com ele um argumento infalível: “Meu filho, como bom presbiteriano que somos, batizo você com alegria no coração, mas vamos fazer por aspersão, porque esta água está gelada demais!”. Foi um momento descontraído, mas cheio da presença de Deus.
Por causa do preço pago por Jesus na Cruz, hoje todos aqueles que O declaram como seu Salvador são considerados o Israel de Deus. Independente da oportunidade de pisar na Terra Santa, orar em frente ao Muro das Lamentações ou ser batizado no Rio Jordão, o sacrifício de Cristo nos torna Seu povo, nos torna herdeiros do seu Reino, filhos do Deus Pai todo-poderoso! E isto traz alegria e contentamento!
Quero pedir que você que ore por três motivos especiais:

1 – Além de todas as minhas lutas no campo da saúde, fui acometido de Chikungunya neste mês de março. Tenho sofrido muitas dores no corpo e os sintomas estão demorando muito a passar. Ore pelo meu restabelecimento.

2 – Para que Deus nos oriente sobre a possibilidade da compra de uma área no Nordeste para implantação de um futuro núcleo de recuperação da Missão Vida.

3 – Para que cada homem que passa pelo programa de recuperação na Missão Vida seja tocado por Deus e conheça sua graça e amor.

Com fé e esperança. 


24 03 2016

Voltar Para Pagina de Noticias

Newsletter

Mídia Social